O aumento da obesidade infantil é um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. No Brasil, os números são alarmantes: milhões de crianças estão acima do peso, muitas delas já apresentando sinais de doenças que antes eram restritas à vida adulta, como diabetes tipo 2 e hipertensão.
Esse fenômeno não pode ser reduzido a escolhas individuais. Ele é resultado de um ambiente alimentar que privilegia ultraprocessados baratos e acessíveis, em detrimento de alimentos frescos e saudáveis. Campanhas de marketing voltadas para o público infantil reforçam esse quadro, criando desde cedo hábitos prejudiciais.
O impacto vai muito além da saúde. Crianças com obesidade enfrentam estigmas, preconceito e dificuldades de socialização. Além disso, a obesidade na infância aumenta significativamente a probabilidade de obesidade na vida adulta, perpetuando um ciclo de doenças crônicas e altos custos para o sistema de saúde.
Enfrentar esse desafio exige ação coletiva. Famílias precisam oferecer opções saudáveis em casa, escolas devem adotar políticas de merenda equilibrada e programas de educação alimentar, e governos devem regular publicidade de alimentos ultra processados voltados a crianças. Empresas também podem ser parte da solução, investindo em reformulação de produtos e campanhas responsáveis.
No fim, combater a obesidade infantil não é apenas questão de saúde. É proteger o futuro de uma geração inteira. Crianças bem alimentadas são mais saudáveis, mais felizes e mais preparadas para aprender e se desenvolver plenamente.

